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Aecom vence concurso para o plano geral do Parque Olímpico do Rio de Janeiro

Projeto indica a localização e volumetria de prédios e arenas das competições esportivas e o plano urbano da região após os jogos de 2016

O projeto do arquiteto britânico Bill Hanway, em parceria com Daniel Gusmão, da filial brasileira da Aecom, foi anunciado vencedor do concurso internacional para o Plano Diretor do Parque Olímpico da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. O escritório recebe prêmio de R$ 100 mil.
O resultado foi divulgado pelo presidente do departamento fluminense do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB-RJ), Sérgio Magalhães, e pelo prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes.

O projeto deveria indicar a localização e volumetria de prédios e arenas destinados às competições esportivas, bem como os espaços reservados para praças, ruas e jardins. Além disso, deveria sugerir volumetria para os futuros empreendimentos imobiliários a serem construídos na área. O plano também contempla duas mil vagas de estacionamentos destinadas a veículos das comitivas oficiais, prestadores de serviços e patrocinadores. A concurso ainda tinha como premissa o desenvolvimento de um plano para evitar o escoamento de detritos para a Lagoa de Marapendi durante períodos de chuva.

Confira abaixo os projetos vencedores:

Primeiro Colocado - AECOM

A partir de uma "Via Olímpica", o projeto se estende por todo o terreno até chegar à outra ponta, onde haverá uma praça pública para 25 mil pessoas assistirem a transmissão de jogos. Cinco "vilas" - diversidade, beleza, sustento, saúde e ambiente -, serão distribuídas pelos espaços ao lado das curvas da via, para que o público possa descansar e se entreter longe do fluxo principal de pessoas. Haverá também um parque linear à beira da lagoa de Jacarepaguá.

Vista aérea do parque olímpico

"Todos os principais locais são diretamente e claramente visíveis do saguão principal e implantados dentro de uma configuração espacial compacta, com uma presença forte ao nível do solo, localizados de forma que o cronograma esperado dos jogos possa prosseguir sem que a área comum fique superlotada", diz o memorial.

O Centro Olímpico de Treinamento (COT) permanecerá após os jogos. O COT ocupará, no mínimo, 25% da área do parque e deve abrigar espaços para a prática de 12 esportes olímpicos. Segundo o memorial, o COT "será um marco arquitetônico com um legado Olímpico único, mas, em primeiro lugar, será um centro de excelência esportiva onde os atletas e as equipes poderão desenvolver seu talento".

O COT se tornará o coração do novo projeto urbano, que, segundo o escritório, se transformará em um ambiente urbano compacto construído em torno de uma rede de ruas e espaços abertos, abrigando espaços de moradia, trabalho e lazer. "Pretendemos garantir que o desenvolvimento do Legado traga benefícios de longo alcance para a vizinhança imediata do Parque e se integre ao ambiente natural constituído pelas montanhas e pela lagoa".

Equipe:
Bill Hanway: Responsável - Arquitetura / Masterplan
Daniel Gusmão: Autor do Projeto - Arquitetura / Masterplan
Jonathan Rose: Arquitetura / Masterplan
Joaquim Pujol: Arquitetura de Esportes Aquáticos
Sam Wright: Arquitetura - COT Halls
Andrew Jones: Coordenação Geral - Planejamento/ Masterplan
Graham Goymour: Coordenador de Desenho Urbano
Ken Carmichael: Coordenador de Infraestrutura
Keyvan Rahmatabadi: Planejamento de Transporte
Stefan Hiller: Consultor COT

Fonte: PINI Web